Jovem morreu após festa de barco no Tejo e família exige agora mais respostas

A família de Julian Amaral, o jovem inglês, de 23 anos, que morreu após cair ao rio Tejo, na Doca de Alcântara, em Lisboa, durante uma festa de barco, no passado dia 1 de setembro, exige mais respostas sobre o que aconteceu.
À BBC, a irmã de Julian, Cassie Amaral, de 29 anos, disse que quer “descobrir o que aconteceu e como aconteceu”.
“Ninguém espera fazer um passeio de barco e aparecer morto cinco dias depois”, realçou ao jornal.
Durante cinco dias, a família procurou incessantemente Julian Amaral. No entanto, o desfecho do caso não foi o que desejavam.
Ao final da tarde do dia 7 de setembro, o corpo de Julian apareceu junto ao cais do Terminal da Liscont, em Alcântara.
“Desde o início, os responsáveis pelo barco e pela festa disseram que era impossível. Que ele não tinha caído”, lamentou Cassie Amaral.
A jovem não tem dúvidas que os relatos contraditórios dados à polícia atrasaram o início da investigação.
“Foi surreal. Surreal mesmo. Senti como se estivesse dentro de um filme”, admitiu, salientando que “quando ouvimos este tipo de histórias não imaginamos que pode acontecer connosco”. “Tenho o coração partido”, confessou.
Julian era um “rapaz incrível”
Julian Amaral tinha viajado para Portugal para ir a dois casamentos de familiares, quando decidiu ir com um primo a uma “festa branca” num barco, no dia 1 de setembro.
Por lá, sabe-se agora, estavam cerca de 200 pessoas. Nenhuma terá dado pela queda do jovem britânico ao rio.
Julian tinha raízes portuguesas, mas nasceu e cresceu em High Wycombe, no Reino Unido.
À BBC, a irmã contou que o jovem estudou na London Metropolitan University e em poucos dias ia começar a trabalhar num novo emprego, no Lloyd’s Bank
Para ajudar a levar o corpo de Julian para Inglaterra, a família criou uma angariação de fundos, no valor de 10 mil euros. Em menos de 24h, os donativos duplicaram a meta. E estão, no momento em que este artigo foi publicado, quase a chegar aos 25 mil euros.
“A quantidade de mensagens que recebemos de pessoas completamente desconhecidas a dizer que se emocionaram profundamente com a história de Julian é incrível”, evidenciou Cassie Amaral, acrescentando que isso lembra-lhes “o quão bom” era o jovem.
“Era um rapaz incrível. Se precisasse dele para qualquer coisa, ele ajudaria da melhor maneira possível. Fará muita falta a todos”, descreveu, lembrando ainda que Julian era “viciado no ginásio”.
Recorde-se que Julian Amaral viajou para Portugal no dia 24 de agosto, com a família, para participar em dois casamentos.
Porém, segundo a família, “o que deveria ter sido uma linda viagem em família transformou-se numa tragédia que ninguém esperava”.
Na terça-feira, 1 de setembro, Julian foi a uma festa num barco, no rio Tejo, em Lisboa, com um primo. Durante a noite, “desapareceu do barco e, apesar dos esforços desesperados para encontrá-lo”, isso não aconteceu.
Até que, no dia 7 de setembro, chegou a notícia que ninguém querias. O corpo do britânico “foi encontrado já sem vida”, junto ao cais do Terminal da Liscont, em Alcântara.



