André Villas-Boas deu esta quarta-feira uma extensa entrevista à imprensa espanhola, onde abordou a sua nova rotina como presidente de um clube como o FC Porto, antes de revelar uma
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, falou sobre a sua nova rotina e a relação com José Mourinho numa entrevista recente, destacando os desafios e conquistas do clube desde que assumiu o cargo.
André Villas-Boas deu esta quarta-feira uma extensa entrevista à imprensa espanhola, onde abordou a sua nova rotina como presidente de um clube como o FC Porto, antes de revelar uma curiosidade sobre a sua relação com… José Mourinho.
Quanto à mudança de carreira, confessa que ser um papel muito mais exaustivo do que ser treinador de futebol, apesar de considerar que está a correr melhor a cada dia.
“O papel de presidente é mais stressante, sem dúvida. Como treinador, tens mais coisas sob controlo: a equipa, a preparação, a tática… O papel de presidente é colocar as pessoas nos lugares certos em diferentes áreas, a começar por todas as modalidades desportivas e continuar com tudo o que se relaciona ao grupo FC Porto: finanças, marketing, logística… Tem sido um grande desafio”, adiantou.
“Tivemos um primeiro ano difícil, de transformação, onde a maior parte do nosso foco estava nos aspetos financeiros da instituição. Agora encontramos foco e estabilidade no lado desportivo”, continuou.
Quanto à razão de se ter afastado após uma carreira algo curta nos bancos de suplentes, o líder dos dragões não nega que já tinha tudo bem preparado.
“Sempre quis ter uma carreira a curto prazo e treinei durante 13 anos. Nos últimos dois anos estive a preparar-me para as eleições do FC Porto. Foi realmente emocionante. O clube ganhou títulos com Pinto da Costa, o presidente com mais êxito na Europa, mas era altura de mudar, por isso decidi apresentar a minha candidatura. Correu bem, porque os sócios do FC Porto queriam essa mudança. Procuraram estabilidade, sobretudo financeira”, confessou.
No que a contratações realizadas já durante o seu mandato, destacou quatro que mudaram o panorama da equipa, de uma temporada para outra.
“Samu foi uma contratação excecional, Gabri Veiga sentimos que tinha de vir e o Borja Sainz representa o espírito do FC Porto. Teve uma explosão no Norwich e captou a atenção dos nossos olheiros. Passou por um momento difícil com a morte da mãe, mas já voltou à melhor forma”, detalhou o presidente portista.