Adel Taarabt acaba de terminar a carreira e já deixa revelação sobre o Benfica: “O Rúben Amorim…”

Adel Taarabt recordou a passagem pelo Benfica e criticou Rui Vitória: «Não correu bem. Eu cheguei em 2015, mas, durante dois anos, mal joguei. Eu tinha cinco quilos a mais. O treinador, Rui Vitória, não me queria e nem sequer me cumprimentava, por isso, estava a ser difícil. Fui emprestado ao Genoa, e, depois, regressei a Lisboa, para jogar pela equipa B. Ainda tinha mais três anos de contrato».
A situação mudou com Bruno Lage: «As coisas mudaram quando Bruno Lage foi promovido à equipa principal. Ele valorizava-me muito. Foi ter com Rui Costa e disse-lhe que me queria com ele (…). Em 2021, fiz um pacto com Rui Costa. Se passássemos a fase de qualificação para a Liga dos Campeões, ele deixava-me sair de borla, no final da época».
«Batemos o PSV, e, no final do ano, ele deixou-me sair. Eu tinha 32 anos de idade, e o Al Nasr ofereceu-me muito dinheiro. Além disso, sou muçulmano, o que também tornou a escolha mais fácil para mim e para a minha família», acrescentou, destacando ainda que o Benfica gosta de «jogar com risco».
Sobre a evolução do clube, afirmou: «O Benfica mudou muito, aos longos dos anos, mesmo ao nível do próprio clube. Rui Costa, como presidente, apenas conquistou um título de campeão nacional. Os adeptos querem isso, acima de tudo, enquanto que a Europa fica um bocado na retaguarda. Serve, acima de tudo, para desenvolver jogadores e, depois, vendê-los por um bom preço».
Taarabt falou também de Ruben Amorim e acredita que o atual treinador do Milan acabará por orientar as águias: «Conheço [Ruben] Amorim desde os meus dias no Benfica, ainda que nunca tenhamos jogado junto. Ele é um treinador de topo. Tem muita classe e é muito direto. Se alguém tiver de ser retirado do plantel, ele faz isso, sem hesitação. Ele diz aquilo que pensa. Antes de assinar pelo AC Milan, também ouvi rumores de um possível regresso ao Benfica. Mais cedo ou mais tarde, penso que ele vai treiná-los».
Sobre Diego Moreira, referiu: «Diego Moreira é meu amigo. Conheci-o no Benfica, e também fala marroquino, fruto do companheiro da mãe. Falei com ele, antes de assinar pelo AC Milan, e disse-lhe ‘Diego, vais para um grande clube. Tens de ter as costas largas, porque a pressão é imensa’. Ele já sabia dessas coisas. É um miúdo humilde, que sorri sempre. No tempo livre, adora dançar, e aquelas tranças tornam-no único».
Por fim, analisou Gonçalo Ramos: «Gonçalo Ramos é outro querido amigo. Não falei com ele, ultimamente, mas é forte, ainda que não esteja certo de que é um verdadeiro número 9. No Benfica B, ele jogava na ala, pegava na bola e fletia para dentro. Era um cavalo de carga. No AC Milan, parece ter dificuldades em jogar de costas para a baliza. Pode jogar como segundo avançado, mas dá tudo pela equipa».



