Benni McCarthy, antigo avançado do FC Porto e atual selecionador do Quénia, admitiu que pretende regressar ao futebol de clubes, apesar de ter contrato com a federação queniana até 2027. O treinador reconhece que sente falta do trabalho diário com os jogadores.
Em declarações a Robert Marawa, na 947 Joburg, explicou a sua preferência pelo contexto de clube: «Penso que ainda sou demasiado jovem para estar tanto tempo sem estar ativo. Estou no relvado de treino. Sinto o cheiro da relva. Quero melhorar os jogadores.»
O técnico acrescentou que o trabalho numa seleção limita o tempo de contacto com os atletas: «Sinto que isto está a impedir-me de o fazer porque não tenho tempo suficiente com os jogadores, como não os vejo há três meses. Quando os vir, vou ter apenas uma semana para fazer o que puder com eles.»
Recorde-se que McCarthy assumiu o comando técnico do Quénia em março de 2025, sucedendo a Engin Firat, com o objetivo de preparar a equipa para a Taça das Nações Africanas de 2027, competição que será organizada por Quénia, Uganda e Tanzânia. Antes disso, orientou o Amazulu — que conduziu pela primeira vez à fase de grupos da Liga dos Campeões africana —, treinou o Cape Town City e integrou a equipa técnica do Manchester United.
Apesar de já pensar no regresso ao futebol de clubes, o treinador soma resultados positivos no Quénia, tendo conduzido a seleção à fase a eliminar do CHAN 2024 sem derrotas, num grupo que contou com Marrocos, RD Congo, Zâmbia e Angola.
Questionado sobre a possibilidade de orientar a seleção da África do Sul, McCarthy afastou o cenário e apontou Pitso Mosimane como o sucessor ideal de Hugo Broos, que deixará os Bafana Bafana após o Mundial de 2026. «O treinador Pitso tem o meu voto. Acho que merece outra oportunidade. É o treinador mais prestigiado que saiu deste país», afirmou.
O antigo internacional sul-africano destacou ainda o percurso de Mosimane: «O registo fala por si e está a abrir portas, tal como fiz no futebol enquanto jogador. No que toca ao treino, ele conseguiu isso, abriu-nos portas.»
Por fim, reforçou a sua posição: Mosimane, agora mais experiente do que na primeira passagem pela seleção após 2010, seria a sua «escolha ideal para os Bafana».