Estão sob aviso amarelo os distritos de Viseu, Évora, Setúbal, Santarém, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Portalegre.O aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) por “aguaceiros por vezes fortes, que poderão ser acompanhados de trovoada” está em vigor e é válido até às 23h59 de hoje.
Distritos sob aviso amarelo devido a aguaceiros e trovoadaO IPMA colocou vários distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido à previsão de precipitação intensa e trovoadas ocasionais. Este nível de alerta, embora seja o menos grave numa escala de três (amarelo, laranja e vermelho), indica risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas.
As autoridades recomendam especial atenção à condução em estradas escorregadias, possíveis inundações em zonas urbanas com deficiente escoamento de águas pluviais e aumento do caudal de ribeiras e rios. A população deve ainda evitar atravessar zonas inundadas e assegurar a limpeza de sarjetas e sistemas de drenagem junto às habitações.Depressão Regina traz chuva e ventoNo domingo, o IPMA informou que Portugal seria atingido na segunda e terça-feira pela depressão Depressão Regina, trazendo chuva persistente e vento moderado a forte. Apesar disso, o instituto esclareceu que, à partida, não eram esperados efeitos meteorológicos significativamente severos.
Ainda assim, a instabilidade atmosférica poderá provocar períodos de chuva intensa em curtos espaços de tempo, aumentando o risco de cheias rápidas em meio urbano e deslizamentos de terra em áreas mais vulneráveis.Recorde-se o “comboio de tempestades” no início do anoPortugal continental foi atingido em janeiro e fevereiro por um autêntico “comboio de tempestades”, que afetou diversas regiões do país. Esse período ficou marcado por sucessivas depressões atlânticas que provocaram elevados acumulados de precipitação e ventos fortes.O impacto foi significativo: pelo menos 18 pessoas perderam a vida e registaram-se centenas de feridos e desalojados.
Muitas famílias ficaram temporariamente sem habitação, obrigando à ativação de planos municipais de emergência e ao apoio de diversas entidades de proteção civil.Consequências materiais e prejuízos avultadosAs sucessivas depressões causaram destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos públicos. Verificou-se a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, além de cortes no fornecimento de energia elétrica, água e comunicações.As inundações e cheias foram das principais consequências materiais do temporal, originando prejuízos financeiros avultados para famílias, comerciantes e autarquias.
A recuperação de infraestruturas e a reposição de serviços essenciais implicaram elevados custos e mobilização de recursos durante várias semanas.Recomendações à populaçãoPerante a atual situação meteorológica, as autoridades aconselham a população a:Acompanhar as previsões e avisos oficiais do IPMA;Redobrar cuidados na condução;Evitar estacionar junto a árvores ou estruturas instáveis;Garantir a desobstrução de sistemas de escoamento de águas;Não atravessar zonas inundadas, seja a pé ou de veículo.A evolução das condições meteorológicas continuará a ser monitorizada, podendo os avisos ser atualizados conforme necessário.